quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Graças e Tributo neste segundo dia de Outubro.

Não há como o deixar passar em branco.

D. Josefa, no céu, completa mais um aniversário, no mesmo dia que deu à luz o seu prometido primogénito em oferecimento a S. Pedro.

Graças a Ti Deus, meu pai, pelo dom da vida e tudo de bom, belo e justo que nela colocaste e permitiste.

Parabéns mãe; sua bênção. A minha eterna gratidão e que o Senhor Pai do Céu te tenha sempre na sua infinita misericórdia.












Até um dia!

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Já não era sem tempo!

 Começa a ser tempo de retomar este blog.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

2020… … e (quase) tudo a Covid-19 quis e quer levar na insustentável leveza das nossas fragilidades

 2020…

… e (quase) tudo a Covid-19 quis e quer levar na insustentável leveza das nossas fragilidades

 

De uma crise como esta não se sai da mesma maneira, como antes:

ou se sai melhor ou pior.

Que tenhamos a coragem de mudar, de ser melhores,

de ser melhores do que antes

e de ser capazes de construir positivamente a pós-crise da pandemia”.

— Papa Francisco, 31 de maio de 2020


0. Declaração de princípio e de intenção em antecipação da matéria

Nesta praxe, quase litúrgica, ao longo dos últimos anos, eis o momento de lançar um olhar retrospetivo, mesmo que de relance, sobre o que tem sido o ano que se aproxima do seu termo, 2020,[1] como sempre, em forma de crónica, em todo o caso, com a responsabilidade e o sentido do dever cívico que uma cidadania presente e ativa impõe, o que, não facilitando a empreitada, torna-a, contudo, mais tratável e, até certo ponto, oportuno, útil e algo aprazível. Tudo numa lógica de um continuum presente, como nos exemplificaria Santo Agostinho, “os presentes das coisas presentes, das coisas passadas e das coisas futuras.”

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Antes, depois e mais do que o homem, o bispo do/no seu tempo


Antes, depois e mais do que o homem
O Bispo do/no seu tempo

«Avizinha-se o tempo da minha libertaçãoCombati o bom combate,
terminei a corrida
conservei a féAgora só me resta a coroa de justiça
que o Senhor
justo juizme entregará naquele diae não só a mim,
mas também a todos aqueles que esperam com amor
a sua manifestação 
» (2 Tm 47-8).

À guisa de introito

No domingo, 16 de junho, ainda durante a missa das 10h30, na Pró-Catedral da Paróquia de Nossa Senhora da Graça, por intermédio do então celebrante, Pe. Edson Bettencourt, Chanceler da Cúria Diocesana, a notícia chegou algo inesperada e, como sempre - em qualquer morte -, brutal e inexorável. Nessa manhã, o Senhor Bispo Emérito da Diocese de Santiago de Cabo Verde, Dom Paulino Livramento Évora (o primeiro bispo natural de Cabo Verde e o primeiro bispo do país pós-independência nacional) “regressou à casa do Pai”.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Tempo de retoma do meu blog! Material  é o que não falta!

domingo, 12 de março de 2017

Vou ter que fazer tempo...

Desculpe-me blog e desculpem-me todos que porventura por cá passaram e encontraram-te tão desatualizado. Vou fazer um esforço mais para publicar mesmo que curtas e rápidas.
Um feliz e santo domingo a todos.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Do outro lado das nossas ilhas (II - II)

(A pedido de uma moça do Fogo, ainda por encontrar, trago a segunda parte da crónica do mesmo nome. A título informativo, este artigo é de 2010).

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Há duas semanas, terminara a primeira parte desta crónica com uma catadupa de perguntas que, mais do que procurar respostas, expressavam raiva, impotência e frustração.

De qualquer modo, antes que ela pudesse responder, se é que isso era importante, chegou mais um cliente que tinha mais assuntos para tratar do que apenas beber dois copos e, assim, com alguma pena, não pude continuar a escorreita cavaqueira que iniciara havia já longos minutos, com a miúda de carinha bem feita, sorriso fácil, conversa fluida e look fashion, que me ia atendendo no bar enquanto discorria sobre o rosário da vida dela.

De qualquer modo, já estava ficando algo cansado e as minhas costas já não aguentavam mais a minha teimosia em fazer da mesinha e cadeira do bar a secretária para computador, mesmo sendo um portátil. Por isso, saí, um pouco para aliviar as costas, um pouco para caminhar e inspirar a brisa terapêutica de beira-mar e espairecer as ideias. Todavia, não conseguia parar de pensar na menina dos olhos verdes e vida negra do pequeno bar.

A minha última pergunta tinha sido sobre o salário dela. Eu sei como é na Cidade da Praia onde resido e trabalho. Não deve ser algo de muito diferente. Curioso é que, um dia, uma jovem, profissional de vários anos do ramo do atendimento e restauração, que por acaso andava a fazer licenciatura em Turismo, me tentou explicar e jurava a pés juntos, que parte da razão do mau atendimento e serviços pobres que se praticam nos bares, restaurantes e similares, pelo país afora, é devido ao mísero salário e outras condições indignas de trabalho que se pratica com os “serviçais” de bares e restaurantes. No caso, vim a saber que a miúda de história triste, como de outras tantas colegas dela desse lado das nossas ilhas de turismo e afins, deve ganhar entre sete a dez mil escudos por mês e que, certamente, não terá cobertura da segurança social.

O que mais me intrigava, eram as catorze horas diárias de trabalho de Segunda a Segunda. Quanto tempo restava a ela, tirando o mais do que necessário para o descanso e outras necessidades pessoais básicas, para então se dedicar à sua vida privada, ao filhinho lindo e carente, a um parceiro, aos vizinhos, à alguma actividade social? É de se enlouquecer!

Dá que pensar, enquanto neste outro lado das mesmas ilhas de desenvolvimento médio e indicadores macroeconómicos de fazer inveja a alguns países do primeiro mundo. Para uns, a discussão do salário-mínimo, que ao que parece se encontra “de molho”, não passa de fais-divers político de gente pacóvia, embora, como dizem os experts, a dignidade de/no trabalho está muito por além do salário (mínimo) que, todavia, é uma das componentes importantes disso. Para outros, isso acontece deste lado das ilhas, porque, afinal de contas, acontece o mesmo nos países mais desenvolvidos. Que justificação?! O que mais acontece nos países mais desenvolvidos?!

Para mim, mesmo estando do outro lados das ilhas, senti vergonha, revolta e indignação e lembrei-me do sempre polémico teólogo espanhol Juan Arias e do seu livro “A (Re) Descoberta de Cristo” que levara comigo para revisitar, durante a viagem, e bati no peito por três vezes. Por onde anda a nossa consciência de cidadãos, de dirigentes, de empresários e de políticos quando é confrontado com a prática de indignidade tão grosseira em certos lados das nossas ilhas, por este Cabo Verde afora?


Mais tarde, a meio da manhã, cruzei-me, por uns instantes, com a menina do bar do dia anterior e disse-lhe com algum desabafo que devia tentar voltar a estudar e, quem sabe, procurar outros mundos, outras vidas. “É uma pena. É triste!” “Uma vergonha”, sussurrei para comigo mesmo, para com a minha consciência de uma simples pessoa humana e cidadão que não deve ficar indiferente mas sim, ao menos, indignar-se com a “sorte” tão madrasta de um semelhante. Por momentos, enquanto me afastava, escondendo uma gota furtiva no canto do olho esquerdo, quis ver luzirem réstias de esperança nos olhos verdes dela, iluminando sua carinha linda de menina e moça.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pela minha Cidade da Praia

No cair da festa do município da minha cidade, revisito extracto de um texto que publiquei há sete anos.
"...A Cidade da Praia cresceu muito com o passar dos anos; já não é a minha cidade inocente e encantada dos meus ingénuos anos da infância e da adolescência.
Eu, também, cresci-me e perdi a minha inocência e o encanto que emprestava às coisas que amava. Parecemos, os dois, ela e eu, gente grande. Gente grande que se desentende, que se discute e se agride mutuamente. Apesar de tudo, só espero que a minha cidade ainda me reconheça, entre muitos outros filhos seus também, de latitudes, de credos, de vozes e de vontades diferentes, distantes e diversas.

Confesso, que, também, muitas vezes, sinto dificuldades de reconhecer a minha cidade que, pouco a pouco – é facto – vem perdendo alguns bons traços enquanto ganha outros e algumas rugas que, normalmente, marcam e caracterizam qualquer Cidade do mundo. Mas como bem dizia o grande Pablo Neruda, "Não posso viver senão em minha própria terra.”

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Em jeito de crónica de uma viagem à Ilha do Fogo

Do outro lado das nossas ilhas (I - II)


Passei mais um fim-de-semana, de trabalho, no duro, na Ilha do Fogo. Não é que estou pegando o gosto à Ilha, descobrindo-a, bela e agreste, acre e doce, indomada e ainda por desvendar, sempre, a imponente Ilha do Fogo, ilha do vulcão. Ilha do vinho, do queijo e de meninas moças lindas e sonhadoras com postais, dólares e “documentos” dos EUA, passando, certamente, pela Cidade da Praia das conversas e contos dos primos e enteados que um dia partiram e nunca mais voltaram e dos que por aqui vão passando, de quando em vez, para uma estadia de curtíssima duração, entre um projecto e outro, dos tantos que ainda não conseguiram tirar esta Ilha do marasmo em que, durante muito tempo, tem estado submersa e do qual, pouco a pouco, tenta acordar-se, nos últimos tempos, qual gigante adormecido no tempo entre as repúblicas.

São as primeiras horas da Segunda-feira, um pouco depois das quatro da manhã. O sono anda há muito perdido no tempo do não mais voltar quando, finalmente, o barulho dos noctívagos vai-se esvaindo na expressão do ronco, porventura, da última moto da noite, que se perde no manso sussurrar das ondas aí perto, mas sempre, sempre dentro de nós, os ilhéus. Tudo está sereno, como dizem, ali ao lado, na vizinha e irmã do infortúnio, mesmo assim longínqua, ilha Brava. No quarto simples, no portátil na mesinha de cabeceira, Lulu Santos me anima com a música “Como uma onda no mar” e eu me entretenho cantarolando baixinho o estribilho “tudo passa, tudo sempre passará” quando me vem à memória o interessante dedo de prosa que entretive com a moça do bar, enquanto massacrava as minhas costas tentando finalizar, no portátil, entre um drink e um chat, uma apresentação para hoje, mais logo às duas da tarde.

Ela é mais uma das muitas moças, de carinha bem-feita, sorriso fácil, conversa fluida e look fashion que trabalham nos bares, restaurantes e pensões neste lado das ilhas. Gostei dela; talvez por causa do sorriso cativante, talvez por causa dos olhos verdes de esperança. Ofereço-lhe um drink fazendo a vez do forasteiro simpático e, puxando um pouco a conversa, entre um trago e um ou outro esporádico cliente que entra e sai, a moça vai desfilando um autêntico rosário da história da vida dela que, sem dar muito a perceber, vou apreciando com um real interesse e um misto de pena, indignação e impotência. Está na fase final do teenager e sente-se que tem aprendido duramente com a vida, uma vez que longínquo já foi o tempo em que ainda aprendia num banco de escola. Não conseguiu ir para além da sexta classe. Levanta todos os dias às seis da manhã para estar no batente às sete em ponto e só deixa o local trabalho, catorze horas depois, por volta das dez da noite, quando não houver muito movimento. Tem um filho lindo e carente, fruto de uma relação fugaz e complicada (disse violento? As marcas no braço e na cara falam por si) com um dos muitos jovens repatriados que vão fazendo verdadeiras micro-comunidades nesta Ilha. “Passei uma vez pela Praia, vindo de S. Vicente; foram só três dias…” diz ela a certa altura. E continua. “Um dia, ainda, hei-de conhecer a Cidade da Praia, melhor, a Ilha de Santiago.” A isca parece boa mas não a mordo. “E o fim-de-semana?” Lanço eu, tentando levar a conversa para um outro assunto menos vinculativo. “Fim-de-semana?!” Responde, meio surpresa, para acrescentar, bem antes que eu entendesse o misto de espanto e interrogação dela. “Só saio daqui por volta das dez da noite, se não houver movimento.” Vaticina ela. “E o domingo?” Contraponho, firme. “Qual domingo!” “É sempre a mesma coisa.” Afirma ela fatidicamente. Aí não contive o meu espanto e alguma indignação e retorqui.” O quê? Você trabalha todos os dias, de Segunda à Segunda? Não é possível! Será?! E quanto ganha?” 
(continua...)

pedromoreira2006@gmail.com


sábado, 2 de fevereiro de 2013

CV online: UNICV JÁ TEM BIBLIOTECA DIGITAL

CV online: UNICV JÁ TEM BIBLIOTECA DIGITAL: Foi apresentada hoje ao público a biblioteca digital universitária de Cabo Verde. Segundo o Primeiro-ministro, o desenvolvimento do Ensino...

Noticía muito importante que é preciso divulgar mais. Será que o público em geral tem acesso à biblioteca?

De todo o modo, parabéns por isso,

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Peço desculpas

Gente,

Um curioso me disse hoje que o meu site data de 1 de Abril de 2010. É verdade. Dura verdade!
Na verdade, com o acumular de funções aqui na empresa, resta pouco tempo para cuidar do meu blog. Por outro algum tempo que resta vai logo para o site da diocese de Santiago de Cabo Verde (www.diocesesantiago.cv).

Contudo, prometo aqui que vou fazer um esforço para cuidar deste blog.

Abreijos a todos!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ode à Paz

Hoje acordei bem disposto e o dia iniciou-se na paz. Por isso pedi emprestado à Natália Correia este trecho de poesia que comunga com a paz. Aqui vo-lo deixo...


 Ode à Paz

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida!

Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"

quarta-feira, 24 de março de 2010

Violência Juvenil Urbana

Ponto de Ordem (II-III)
Assim, não! Sem surpresas e com Sensacionalismo

Apesar da circunstância conjuntural a que me referi no início desta crónica, este “avanço” do Primeiro-ministro soa a sensacionalismo político a mais, neste caso, sem a Comunicação Social (CS). Então, já existem medidas “para debelar” a problemática? Sem sequer dar o mínimo de cavaco a um “governo” local e a outras entidades não-governamentais locais e não só? Medidas suportadas e baseadas por/em quê?


quinta-feira, 18 de março de 2010

SOS e Hope para Haiti

Vi hoje imagens (fotos) verdadeiramente chocantes do que aconteceu no Haiti. Tão chocantes que cheguei a duvidar da autenticidade de algumas delas e da intenção de quem as produziu e difundiu. De todo o modo, todos temos mais ou menos noção do que se passou no Haiti, do sofrimento e tristeza do seu povo perante a tragédia natural que sobre eles se bateu. Muito se tem feito e muito certamente ainda haverá a fazer por Haiti. Por isso, esta imagem de esperança, no olhar, misto de interrogação e expectativa, desta criança. HOPE FOR HAITI.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Contra a violência urbana juvenil


O nosso Primeiro-ministro está de visita aos bairros, ditos problemáticos, da Cidade da Praia, a começar, hoje, pelo Bairro de Safende, conhecido em termos do narcotráfico e da violência associada a isso.

terça-feira, 16 de março de 2010

De volta!!!

Peço desculpas por todo este tempo que não pude postar. Agora vai ser mesmo p'ra valer.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Uma falsa questão

É cada vez mais certo o falhanço da equipa do Benfica este ano face aos objectivos definidos no início da época e o treinador Quique Flores bem como a Direcção e os jogadores, cada um, a seu nível e na sua medida, tem a sua quota parte de responsabilidade nesse falhanço como tê-lo-iam no caso de sucesso. Só que muitos benfiquistas têm problemas em entender e aceitar que o Sr. Quique, também, está a falhar estrondosamente face ao que foi previsto no início da época, face ao que ele sempre disse durante mais da metade da época, não em termos de resultados mas em termos de crescimento contínuo da equipa, face até ao que a equipa mostrou nos primeiros 2-3 meses da época, só PORQUE entendem que dizer que o Senhor está a falhar é o mesmo que o considerar um mau treinador, etc., etc. Nada mais falso! Se o Sr. Quique também falhar, como está acontecendo, nada significa, de per se, que ele seja menos bom ou mau treinador. Nada mais falso! Quantos bons e grandes treinadores têm falhado e falham todos os dias, seja no Benfica como em muitos outros clubes por este mundo fora?! Agora que o homem está a falhar, lá está e, agora, convinha analisar o porquê.

Pedro Moreira
Um benfiquista convicto e consciente, nada mais.

domingo, 20 de julho de 2008

(V) Praia, di meu, di bo, di ses, di nos tudo

No tempo de inflacionadas e legitimas aspirações e reivindicações dos praienses
To raise someone's expectations then not fulfill them
is worse than mediocrity[1]

Seth Godin

Já é oficial e oficioso. A Câmara Municipal da Praia (CMP) tem nova equipa liderada por Ulisses Silva e a nova Assembleia Municipal continua – ainda bem! - sendo dirigida por uma mulher, desta feita, por Filomena Delgado.

A reestruturação e remodelação governamentais “possível” (I)

No timing certo mas num timing demasiado rápido
“É o governo possível,
mas eu considero que é um bom governo…”
PM, José Maria Neves[1]

Para já, temos “Governo renovado” e, enquanto tal, não existe ainda muito a escrever sobre isso a não ser especular um pouco – o que é legítimo. Por enquanto, estamos todos aqui para ver e analisar e eu, aqui e por agora, limito-me a tecer apenas algumas notas breves sobre o nosso reestruturado e remodelado Governo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

ENTRE A DÚVIDA E CERTEZA

O crente é o homem que na dúvida não desiste de procurar;
no crente alberga-se sempre um ateu (C. Martini)
A fé e a dúvida correspondem-se: uma serve de complemento à outra.
Onde não há dúvida, não se crê verdadeiramente”.
Hermann Hesse


Distinga entre fé, dúvida e certeza. Fé pode conter certeza, mas não é certeza. Fé às vezes contém alguma dúvida, mas duvidar não é o mesmo que não crer e dúvida não é o oposto de fé. Dizer que não entendemos ou não sabemos o suficiente para optar não é o mesmo que negar um fato. Não está claro para nós, mas isso não significa que neguemos a sua existência.